Revolução de 1964 – Um erro irreparável- 31/03/2010 nada a comemorar!


Artigo escrito pelo Coronel, Ex-Min da Educação: Jarbas Passarinho – Publicado no Jornal do Brasil em 26/03/2004.

Roberto Campos, repetindo Barbara Tuchman, citou do poeta Coleridge: ‘A paixão cega nossos olhos, e a luz que a experiência nos dá é a de uma lanterna na popa, que ilumina, apenas, as ondas que deixamos para trás.’ Auto-indulgente (e inconvincente), lastimou ‘não ter inteligência e profundidade para erguer um farol que lançasse um facho de luz para as futuras gerações’. Para os marinheiros, todavia, ‘a lanterna na popa não ilumina só as águas à popa; orienta os barcos que a seguem’. Assim, considero março de 1964 um facho de luz que ilumina o passado para evitar repetir os erros cometidos. Integristas, numa visão facciosa, uns nele tudo só vêem de mau; os outros, tudo só de bom. Não terá sido revolução, para os leninistas, que apenas a admitem para ‘a gloriosa Revolução de Outubro de 1917’. Também não terá sido a ‘Revolução redentora’ denominada por não poucos que a ela aderiram depois de 1º de abril.

Nós, aqueles que resistiram, estamos com o barco encalhado em um oceano de possíbilidades, oportunidades. Um oceano sem profundidade. Um oceano onde meia dúzia de auto-donminados guias do destino de nossa gente, nos deixa à deriva. Aprovam leis que ninguém cumpre, permitem que os amigos se utilizem dos paraísos fiscais para o nosso suado imposto “nossa grana”, financiam desenvolvimento em outros países e se esquecem do Brasil.

A verdadeira Revolução se dará no dia em que os ricos e poderosos se vistam de Brasilidade e reconheçam o quão grande e valoroso é o nosso País com a sua brava gente.

Não é mais hora de investir apenas em máquinas e produtividade, exportar já não é mais a prioridade. Nossa gente, nosso povo, nossos trabalhadores precisam sentir orgulho de serem brasileiros e brasileiras. Essa será a resposta, investir nas pessoas e mostrar a elas que vale a pena viver um vida digna e com o suor do próprio rosto pelo trabalho.

A maior e mais produtiva indústria nestes sistema que estamos vivendo é a do crime. Vende-se de tudo; Câmaras de vigilãncia, blindagem para veículos, armas de alta tecnologia, pessoal de segurança patrimonial, guarda-costas etc. E com o incentivo de que o lucro ainda financia muitas campanhas de políticos porque esses empresários lutam pelo poder para dar continuidade a seus negócios. Vide os cursinhos preparatórios Brasil afora. Quanto mais a escola pública de educação básica falhar, mais clientes os cursinhos terão, ou é uma imaginação fértil pensar assim? Os donos de cursinhos são suas Excelências deputados e senadores, exatamente as vozes que deveriam fiscalizar a aplicação das verbas na educação básica. Imagina, fiscalizar para que?

Que Deus tenha piedade de nós. Estamos à mercê de bandidos de toda sorte. Qual foi o resultado prático da chamada revolução de 31/03/1964?????????

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